REVISÃO E ENSAIO REVIEW AND ESSAY REVISIÓN Y ENSAIO

 

Leite humano: um pouco de sua história

 

Human milk: a bit of history

 

Leche humana: un poco de su historia

 

 

Roberto Diniz VinagreI; Edna Maria Albuquerque DinizII; Flávio Adolfo Costa VazIII

Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
IMestre em Pediatria pela FMUSP. Professor Assistente da Universidade Federal de Mato Grosso
IILivre Docente em Pediatria pela FMUSP
IIIProfessor Titular. Chefe do Departamento de Pediatria da FMUSP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Até o início do século 20 praticamente todas as crianças, nos primeiros anos de suas vidas, alimentavam-se ao seio materno ou ao da ama de leite. A partir da descoberta da pasteurização e do leite em pó teve início a era do aleitamento artificial. A valorização do leite materno, para a promoção da saúde dos lactentes, originou a retomada da amamentação e dos bancos de leite humanos.

Descritores: Leite humano. Aleitamento materno, etnologia. Recém-nascido. Prematuro. Bancos de leite.


ABSTRACT

Almost all children till the beginning of the 20th. Century were breastfed by their mothers or surrogate mothers. Since the discovery of the pasteurization technics and the powdered milk, artificial milk nutrition was started. The discoveries about human milk value for infants' health determined breastfeeding reinforcement by pediatricians and milk banks development.

Keywords: Milk, human. Breast feeding, ethnology. Infant, newborn. Infant, premature. Milk banks.


RESUMEN

Hasta el inicio del siglo 20 todos los niños en los primeros años de sus vidas se alimentaban en el seno de su madre o de su niñera. A partir del descubrimiento de la pasteurización y de la leche en polvo se inició la época de la alimentación artificial. La valoración de la leche materna para la salud de los niños determinó la retomada de la lactancia materna e la creación de los bancos de leche.

Palabras clave: Leche humana. Lactancia materna, etnología. Recién nacido. Prematuro. Bancos de leche.


 

 

Idade antiga

O alimento leite humano está presente desde o surgimento da raça humana, porém é ainda incompletamente conhecido nas suas várias especificidades, o que o mantém como objeto de pesquisa1. Os estudos sobre seus componentes são recentes e os efeitos de sua falta para o ser humano constituem ainda motivo de muitas dúvidas2. O processo de amamentar é uma prática biologicamente determinada, porém socialmente condicionada. Este aspecto é evidente no histórico de amamentação, como descrito no presente artigo.

Mesmo antes de Hipócrates já se sabia que a boa alimentação evitava doenças. Os povos da Babilônia (2500 AC) e do Egito (1500 AC) tinham por norma amamentar as suas crianças por um período aproximado de 2 a 3 anos3 porém, já nessa época, havia as amas de leite. Moisés e Maomé devem as suas vidas a essas mulheres4,5. A amamentação pela mãe, entre os gregos e romanos, não era tão freqüente como nos povos citados anteriormente; tinha-se por hábito a utilização das amas de leite para nutrir os recém-nascidos. Hipócrates foi um dos primeiros a reconhecer e a escrever sobre os benefícios da amamentação como dieta higiênica, pois já observara a maior mortalidade entre bebês que não eram amamentados. Posteriormente, Sorano se interessou pelo aspecto da cor, odor, sabor e densidade do leite humano, e Galeno foi o primeiro a orientar que a alimentação infantil deveria ser feita sob a supervisão de um médico3.

 

Era cristã

Com o surgimento do cristianismo, a proteção às crianças aumentou, inclusive com incentivo à prática da amamentação. Isto se torna bastante evidente nas épocas de Constantino (315 DC), de Carlos Magno, de Inocêncio III (1198 DC), os quais além do incentivo à prática da amamentação também promoviam a proteção às crianças órfãs e abandonadas. Com o descobrimento das Américas chamava a atenção dos europeus que os povos nativos dessas regiões tinham por hábito amamentar as crianças por um período de 3 a 4 anos6. Nessa época, o aleitamento materno estava em declínio, principalmente na França e na Inglaterra4.

 

Idade moderna e contemporânea

No século 18, a prática de amamentar não era mais vista pelas pessoas da elite européia com admiração, com incremento das amas de leite mercenárias como um hábito rotineiro7. A mortalidade infantil nesta ocasião aumentou muito. Devido ao desmame precoce a mortalidade alcançou a cifra de 99,6% das crianças em Dublin, onde não havia a opção da ama de leite. Em Paris e em Londres este índice chegou a 80% e 56%, respectivamente, mesmo com amamentação feita pelas amas de leite4. Na Inglaterra, um índice menor se deveu ao trabalho de Cadogan. Este instituiu alguns cuidados na alimentação das crianças com amas de leite proferindo: "Se eu pudesse mandar, nenhuma criança deveria ser entulhada com misturas não naturais até que a Provisão da Natureza estivesse pronta para isso; nem ser alimentada com qualquer dieta engenhosa nos primeiros três meses; ela não está habilitada a digerir e assimilar outros alimentos precocemente. Tenho visto crianças finas e saudáveis, que não bebem outra coisa senão leite materno nos primeiros 10-12 meses. A natureza parece dar essa orientação ao provê-las com dentes em torno dessa idade". Com esta teoria de amamentar e introduzir mais tardiamente os alimentos ele conseguiu salvar muitas vidas.

Em Paris, Rousseau, nesta mesma época, através de suas obras literárias tentou resgatar a "Volta à Natureza" incentivando a vida ao ar livre, a alimentação natural, além da prática da atividade física, enaltecendo o "Nobre Selvagem"3,4.

Na própria história da medicina, encontra-se no clássico tratado de Nils Rosen Von Rosentein8 - "As doenças das crianças e seus remédios", publicado em 1764, os seguintes ensinamentos: "Uma criança para se desenvolver bem deve ingerir uma quantidade suficiente de um bom alimento. O melhor para tanto, sem nenhuma dúvida, é o leite materno. Assim, achamos que as crianças amamentadas por suas mães desenvolvem-se bem" .

Estima-se que a mortalidade infantil situou-se entre 15 e 25% durante a história da humanidade, chegando a 90% quando as crianças eram órfãs e não tinham uma mãe substituta para a amamentação2. No século 19, nos Estados Unidos da América (EUA), 25% das crianças morriam antes de completarem o seu primeiro ano de vida. A maioria dessas mortes era causada pela desnutrição e diarréia infecciosa, decorrentes de más condições de saneamento, que predominavam em regiões de imigrantes pobres. Até o final do século 19, a amamentação ao peito era uma opção que determinava a vida e a morte9. Neste período vários costumes alimentares evoluíram por tentativas e erros adequando-se ao ambiente específico e freqüentemente originando melhor opção nutricional. Os avanços da ciência conduziram a percepções novas sobre as necessidades nutricionais das populações nas regiões que se industrializavam e urbanizavam-se rapidamente na Europa e nos EUA. Um dos desafios nutricionais era a alimentação adequada das crianças dentro do novo estilo de vida, dos valores culturais e dos papéis sociais das mães e mulheres responsáveis pelos cuidados às crianças. Assim, em 1838, descobriu-se que o leite de vaca apresentava uma quantidade maior de proteínas que o leite humano dando início à valorização da quantidade em detrimento da qualidade. Em 1859 foi pasteurizado pela primeira vez o leite de vaca e em 1886 o leite foi esterilizado, dando início ao ambulatório "Gota de Leite" em Paris3,5. Por volta de 1900 foi criada a lata metálica.

 

Século 20

Em 1911 foi obtido o leite em pó, iniciando a era do aleitamento artificial. No início do século 20 e por muitos anos, a ênfase na alimentação infantil refletia uma abordagem quantitativa, considerada mais precisa e portanto mais "científica". Os primeiros substitutos do leite materno usavam como modelo o conhecimento disponível, bastante limitado, sobre o valor nutricional do leite humano, assim como a fisiologia e necessidades nutricionais da criança. O critério básico para avaliar a adequação nutricional era o crescimento. Desta forma, a valorização da alimentação mais precoce e da quantidade maior de alimentos tornaram-se sinônimos de melhor nutrição2.

A industrialização, a urbanização, o trabalho externo da mulher, a redução da importância social da maternidade e a descoberta das fórmulas de leite em pó foram os principais responsáveis pela diminuição do aleitamento materno no século 20, com repercussões desastrosas para a saúde das crianças e, também, para as mulheres9.

A prática do aleitamento natural no Brasil vinha diminuindo consideravelmente, principalmente nas áreas urbanas e periféricas das grandes cidades, desde 1940. Vários fatores foram responsáveis pelo declínio da amamentação, entre eles destacam-se: as modificações das estruturas sociais; o surgimento das indústrias produtoras de leite em pó; o impacto da publicidade comercial e o desinteresse geral dos profissionais da área de saúde. Adicionalmente, os baixos índices de aleitamento materno até o final dos anos 70, parecem relacionados com as rotinas alimentares estabelecidas nas maternidades. Nestes locais, a separação mãe-filho era freqüente, especialmente quando a criança tinha que permanecer hospitalizada. A amamentação passa, então, a ser incentivada como importante ação pública de saúde, pelos organismos internacionais e colegiados médicos. De fato, passa a ser universalmente aceito, que o leite humano nessa etapa da vida é importante e desejável. Isto requer superar vários obstáculos como normas e rotinas hospitalares, muitas contrárias às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNICEF10. O desmame precoce das crianças, em regiões pobres, cuja situação médico-sanitária é precária, leva a um aumento da morbidade por gastroenterites repetidas e desnutrição, com aumento da mortalidade. É importante salientar que são muito poucos os recém-nascidos que, nas maternidades, realmente necessitam de substitutos do leite humano.

Registros do extinto Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM), revelam que o Brasil atinge perdas anuais superiores a duas centenas de milhões de litros de leite humano. Isto decorre do desmame precoce e representa um importante acréscimo ao orçamento do governo, no setor da saúde11.

Como afirmaram Malloy e Graubard12: "...o uso do leite humano possibilita prever menor risco de hospitalização no decorrer do primeiro ano de vida das crianças. Uma alimentação que mantenha um suporte nutricional adequado e que possa manter uma qualidade de vida satisfatória é o objetivo principal".

Morbidade menor entre crianças amamentadas também tem sido observada nos países industrializados. Nas comunidades mais abastadas as crianças amamentadas têm uma incidência menor de otite média, doença celíaca, doença de Crohn, diabetes e câncer; além de não apresentarem problemas decorrentes da própria sucção de leite artificial como defeitos ortodônticos2.

Dentre os recém-nascidos e lactentes, alguns subgrupos necessitam de forma prioritária do leite materno: recém-nascidos prematuros, com baixo peso ao nascer ou infectados; os lactentes com alergia às proteínas do leite de vaca, com deficiências imunológicas e com diarréia protraída. Sabe-se que 15% dos recém-nascidos são crianças de baixo peso, incluindo os prematuros e os desnutridos intra-útero13. Mais de 90% destas crianças nascem nos países em desenvolvimento e apresentam necessidades nutricionais especiais, sendo o leite da própria mãe o mais indicado2. Torna-se muitas vezes difícil fornecer este leite fresco para a criança, particularmente para o prematuro de muito baixo peso internado no hospital por período de tempo prolongado. Algumas mães não estão dispostas a fornecer leite para estas crianças, outras querem mas não têm conhecimento. Mesmo aquelas que estão aptas a fornecer seu leite podem ter dificuldades em permanecer continuamente no hospital. É freqüente, portanto, a diminuição progressiva da lactogênese pela falta de sucção diretamente ao peito pelo recém-nascido. Deste modo, torna-se importante ter um sistema estabelecido que possa auxiliar na nutrição destas crianças14.

 

Banco de leite

No século 19, com o surgimento de várias indústrias na Europa e EUA, houve necessidade de um número cada vez maior de trabalhadoras. A sociedade começou então a valorizar cada vez mais a mulher trabalhadora em detrimento dos cuidados com as crianças. Em decorrência destes fatos, a prática da amamentação com "ama-de-leite" objetivou resolver o problema da falta de leite humano para os lactentes. Porém, as conseqüências foram desfavoráveis para as crianças. Baines15, já em 1862, relatava: "O leite procedente de amas de leite não é o substituto adequado, e nenhum outro, exceto o da própria mãe, pode ser o mais adequado à alimentação do seu filho". A amamentação mercenária, com pagamento de honorários, fazia-se presente originando inconvenientes graves tais como um custo financeiro elevado e a privação do leite materno para o próprio filho da ama. Em vista disso, foi então preconizada a criação de lactários de leite humano, também denominados Bancos de Leite.

O primeiro Banco de Leite criado no mundo foi na Áustria, na cidade de Viena, em 1900 e o segundo, dez anos após, nos EUA, em Boston. O primeiro Banco de Leite Humano do Reino Unido foi estabelecido em Queen Charlotte's, London16.

O mais antigo Banco de Leite ainda em atividade é o de Wilmington, Delaware, EUA, fundado em 1947. O Banco de Leite Humano do Instituto de Pesquisas de São José, Califórnia, EUA, foi estabelecido em 1974. Durante 10 anos, distribuiu 12.400 litros de leite coletado de 550 doadoras17.

O primeiro Banco de Leite Humano instalado no Brasil é o do Instituto Fernandes Figueira, na cidade do Rio de Janeiro, que está em atividade desde 1943, sendo o Centro de Referência Nacional para os Bancos de Leite Humano no país. Em São Paulo, o do Hospital do Servidor Público Estadual iniciou suas atividades em 23 de outubro de 19678. As primeiras recomendações sobre como utilizar o leite humano foram estabelecidas pela Academia Americana de Pediatria em 194318. Porém, após a Segunda Guerra Mundial, houve um grande desenvolvimento da alimentação artificial, com leites formulados a partir do leite de vaca. Isto levou à diminuição do interesse pelos Bancos de Leite na América do Norte, embora estes nunca tenham sido totalmente abandonados nos países da Escandinávia19. Na Inglaterra, no início dos anos setenta, todas as maternidades e hospitais tinham seus próprios Bancos de Leite, além de cinco centros maiores, que distribuíam leite para o resto do país quando necessário20. No restante da Europa, apesar do número reduzido, os Bancos de Leite Humano continuaram atuando em vários países. Nos EUA haviam sete e no Canadá apenas dois bancos que funcionavam até o final da década de 80, processando leite destinado à cerca de 1.000 a 1.500 crianças/ano. Aproximadamente 75% deste leite era destinado aos prematuros das unidades neonatais21.

Os Bancos de Leite representam uma solução de eficácia comprovada para um grupo seleto de lactentes que não dispõem de aleitamento ao peito e dependem prioritariamente de leite humano e/ou do colostro para a sua nutrição13. Neste grupo destacam-se os prematuros, de grande importância. Em 1905, Morse22 já chamava atenção para a provisão de nutrientes para estas crianças e referia que o melhor alimento era o leite humano.

No Brasil, foi realizada uma pesquisa23 sobre o Banco de Leite da Maternidade Fernandes Figueira, com o objetivo de avaliar a produção total de leite durante 15 anos. Neste período foram coletados 22.586 litros (média de 1.506 litros por ano). Apurou-se que 17% das doadoras produziram menos que 200 ml/dia; 35% na faixa entre 200 a 300 ml; 32% na faixa de 300 a 400 ml e 16% acima de 400 ml/dia. Cerca de 75% das doadoras produziram na faixa de 200 a 400 ml de leite por dia. A produção total de cada doadora variou muito, sendo de alguns poucos litros a cerca de 50 litros. Algumas chegaram a 100 litros e raras ultrapassaram esse limite. A doadora do maior volume de leite atingiu, em 15 meses, o volume de 250 litros, em produção média diária de 500 ml.

A instalação de Bancos de Leite e a utilização do leite humano para prematuros tiveram redução na década de 80. Isto deveu-se aos progressos da alimentação artificial com as fórmulas para prematuros, à difusão dos preceitos de puericultura com este tipo de alimentação e, principalmente, ao surgimento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS). A disseminação desta doença influenciou também na mudança dos costumes das mães que amamentavam, pois existia a possibilidade da transmissão do vírus para a criança através do leite humano20. O vírus da doença de imunodeficiência adquirida (HIV) é excretado no leite de mulheres infectadas (sintomáticas ou não) por um período de até 18 meses após o parto, e pode penetrar através da mucosa nasofaríngea e/ou gastrintestinal do lactente. Deu-se então o fechamento de muitos Bancos de Leite, muito antes de ter sido comprovada até mesmo a transmissão através do leite. Essa precaução, para muitos, era justificada. A utilização de leite de outra mulher, denominado como aleitamento cruzado, foi então contra-indicada24. De forma semelhante ao que ocorreu no século 15, quando a prática de aleitamento em amas de leite tornou-se impopular em decorrência da sífilis, os Bancos de Leite passaram por esse processo até a metade da década de oitenta. Isto alterou-se quando as pesquisas demonstraram que a pasteurização do leite humano eliminava qualquer risco de transmissão do HIV25.

Em 1985 foi inaugurada a Associação dos Bancos de Leite Humano numa conferência em Washington, DC (EUA). Esta Associação tem como finalidade promover a cooperação entre os Bancos de Leite e aconselhar os membros e a comunidade médica através de jornais científicos, protocolos publicados e conferências17. O objetivo do Banco de Leite não é substituir o aleitamento materno, ao contrário, é de incentivá-lo, pois é através deste incentivo que se torna possível obter o excedente da produção láctea para doação. O intuito é o de atender aos lactentes que não dispõem de aleitamento ao peito, segundo um critério de ordem clínica13. Um dos efeitos benéficos da instalação de Bancos de Leite Humano é o de estimular os médicos, enfermeiros e pessoas correlatas a interessarem-se pelo aleitamento materno.

Lucas26 vem incentivando cada vez mais a abertura de Bancos de Leite no Reino Unido. Na Finlândia, onde fórmulas comerciais nunca foram amplamente aceitas na alimentação de prematuros, usa-se rotineiramente leite materno. Neste país os Bancos de Leite atuam em ampla escala, coletando anualmente cerca de 5.000 litros/milhão de habitantes, com o objetivo principal de alimentar prematuros. Quase metade das mães de prematuros com peso inferior a 1.500 g produzem leite suficiente para nutrir seus filhos27.

Atualmente existem no Brasil mais de 100 bancos de leite e hospitais credenciados como "Amigo da Criança", pela Organização Mundial da Saúde. Em poucos estados do Brasil eles ainda não foram estabelecidos28. Os Bancos de leite, os Hospitais Amigos da Criança, o programa governamental e os das sociedades pediátricas, tiveram importante papel no aumento dos índices de aleitamento materno nos últimos dez anos no Brasil29.

 

Referências

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Endereço para correspondência
Roberto Diniz Vinagre
Rua Cinco, 195 – Bairro Boa Esperança
Cuiabá – Mato Grosso – 78068 390
dvinagre@terra.com.br

Recebido para publicação: 26/06/2001
Aceito para publicação: 22/06/2001